quarta-feira, 30 de julho de 2008

agenda 21 local

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A Agenda 21 Brasileira tem como opção a criação de Agendas 21 Locais. A proposta é que cada cidade faça sua Agenda 21 Local com a participação da sociedade civil.


Assim como cada país, cada cidade deve adequar sua Agenda à sua realidade e às suas diferentes situações e condições, sempre considerando os seguintes princípios gerais:


participação e cidadania;
respeito às comunidades e diferenças culturais;
integração;
melhoria do padrão de vida das comunidades;
diminuição das desigualdades sociais;
mudança de mentalidades.

Os compromissos assumidos pelos representantes dos países que aprovaram a Agenda 21 Global são muito claros e objetivos. Preservar as florestas e as nascentes, buscar substitutos para o CFC e outras substâncias que destroem a camada de ozônio, proibir a pesca destrutiva, buscar novas fontes de energia renováveis, reduzir o lixo produzido e encontrar combustíveis alternativos são alguns dos compromissos que devem ser traduzidos em ações, quando couber, na formulação de cada Agenda 21 Local.

agenda 21 brasileira

A partir da Agenda 21 Global, todos os países que assinaram o acordo assumiram o compromisso de elaborar e implementar sua própria Agenda 21 Nacional.


A Agenda 21 Nacional deve adequar-se à realidade de cada país e de acordo com as diferenças sócio-econômico-ambientais, sempre em conformidade com os príncipios e acordos da Agenda 21 Global.


A metodologia empregada internacionalmente para a elaboração das agendas 21 nacionais contempla a participação de diferentes níveis do governo, o setor produtivo e a sociedade civil organizada.


No Brasil foi criada, por decreto do Presidente da República, em fevereiro de 1997, a Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21, no âmbito da Câmara de Políticas dos Recursos Naturais, incluindo representantes do governo e da sociedade civil, com as atribuições de (1) propor estratégias de desenvolvimento sustentável e (2) coordenar, elaborar e acompanhar a implementação daquela Agenda.


A Comissão tem sua formação fixa e poderá, sempre que necessário, instituir grupos de trabalho temáticos. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente prover o apoio técnico-administrativo necessário ao funcionamento da Comissão.


Um fator diferencial da Agenda Brasileira em relação às demais experiências no mundo é a opção pela inclusão das Agendas Locais.


Num país de dimensões continentais e de múltiplas diferenças, a criação das Agendas Locais torna-se condição indispensável para o êxito do programa.

agenda global

A ONU - Organização das Nações Unidas - através da sua Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, criou o conceito de Desenvolvimento Sustentável.


Trata-se de um modelo que preconiza satisfazer as necessidades presentes sem comprometer os recursos necessários à satisfação das gerações futuras, buscando atividades que funcionem em harmonia com a natureza e promovendo, acima de tudo, a melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade.


Um grande passo para nortear a prática de ações sob esse conceito foi a elaboração e lançamento da Agenda 21 Global na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, conhecida como ECO-92, realizada em 1992, no Rio de Janeiro.


A Agenda 21 é um programa de ações para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.


Na verdade, a Agenda 21 aprovada pelos países tem a função de servir como base para que cada um desses países elabore e implemente sua própria Agenda 21 Nacional, compromisso, aliás, assumido por todos os signatários durante a ECO-92

agenda 21 global

quinta-feira, 24 de abril de 2008

projeçôes cartograficas

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Os sistemas de projeções cartográficas foram desenvolvidos para dar uma solução ao problema da transferência de uma imagem da superfície curva da esfera terrestre para um plano da carta, o que sempre vai acarretar deformações.
Os sistemas de projeções constituem-se de uma fórmula matemática que transforma as coordenadas geográficas, a partir de uma superfície esférica (elipsoidal), em coordenadas planas, mantendo correspondência entre elas. O uso deste artifício geométrico das projeções consegue reduzir as deformações, mas nunca eliminá-las.

Os tipos de propriedades geométricas que caracterizam as projeções cartográficas, em suas relações entre a esfera (Terra) e um plano, que é o mapa, são:

a) Conformes – os ângulos são mantidos idênticos (na esfera e no plano) e as áreas são deformadas.

b) Equivalentes – quando as áreas apresentam-se idênticas e os ângulos deformados.

c) Afiláticas – quando as áreas e os ângulos apresentam-se deformados.

Projeção de Mercator
Nesta projeção os meridianos e os paralelos são linhas retas que se cortam em ângulos retos. Corresponde a um tipo cilíndrico pouco modificado. Nela as regiões polares aparecem muito exageradas.


Projeções de Mercator ou Cilíndrica Equatorial.

Projeção de Peters
Outra projeção muito utilizada para planisférios é a de Arno Peters, que data de 1973. Sua base também é cilíndrica equivalente, e determina uma distribuição dos paralelos com intervalos decrescentes desde o Equador até os pólos, como podemos observar no mapa a seguir.


Projeção Cilíndrica Equivalente de Peters

As retas perpendiculares aos paralelos e as linhas meridianas têm intervalos menores, resultando na representação das massas continentais, um significativo achatamento no sentido Leste-Oeste e a deformação no sentido Norte-Sul, na faixa compreendida entre os paralelos 60o Norte e Sul, e acima destes até os pólos, a impressão de alongamento da Terra

Projeção ortográfica
Ela nos apresenta um hemisfério como se o víssemos a grande distância. Os paralelos mantêm seu paralelismo e os meridianos passam pelos pólos, como ocorre na esfera. As terras próximas ao Equador aparecem com forma e áreas corretas, mas os pólos apresentam maior deformação.



Projeção cônica
Nesta projeção os meridianos convergem para os pólos e os paralelos são arcos concêntricos situados a igual distância uns dos outros. São utilizados para mapas de países de latitudes médias.



Projeção de Mollweide
Nesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas curvas. Sua área é proporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica. As zonas centrais apresentam grande exatidão, tanto em área como em configuração, mas as extremidades apresentam grandes distorções.



Projeção de Goode, que modifica a de Moolweide
É uma projeção descontínua, pois tenta eliminar várias áreas oceânicas. Goode coloca os meridianos centrais da projeção correspondendo aos meridianos quase centrais dos continentes para lograr maior exatidão.



Projeção de Holzel
Projeção equivalente, seu contorno elipsoidal faz referência à forma aproximada da Terra que tem um ligeiro achatamento nos pólos.



Projeção Azimutal
Eqüidistante Oblíqua Centrada na Cidade de São Paulo
Nesta projeção, centrada em São Paulo, os ângulos azimutais são mantidos a partir da parte central da projeção.



Projeção Azimutal Eqüidistante Polar


Projeção eqüidistante que tem os pólos em sua porção central. As maiores deformações estão em suas áreas periféricas.

domingo, 6 de abril de 2008

conhecendo um pouco de ji-parana e rondonia

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Segunda cidade do Estado de Rondônia, onde o Pioneirismo vence obstáculos da Natureza. E cresce. O termo origem na cultura indígena. Designa tanto a cidade, como do rio: volumoso caudal que forma com o afluente Urupá bela paisagem urbana.
Ji-Paraná quer dizer “rio-machado”.



Porque os índios encontravam no leito de corredeiras pedras pontiagudas, utilizadas com instrumentos de corte. Para a população local ele continua sendo o rio Machado. Talvez por se mais fácil a pronúncia. A cidade todavia fixou em Ji-Paraná, após ter se denominado sucessivamente Vila Urupá, Presidente Penna, Vila de Rondônia. Localiza-se na BR-364, na altura do quilômetro 365. Única rodovia federal, em Rondônia, que corta o Estado sentido sul-norte, ligando Mato Grosso à capital Porto Velho. Por ela chegam os bens de consumo industrializados do sul. E retornamos produtos da terra. Uma troca vantajosa para todos.
Na verdade, ela deu passagem ao desenvolvimento. Principalmente, depois que a cidade recebeu sua emancipação política, em 1977, das mão do então presidente Ernesto Geisel. De 4.285 habitantes em 1970 ela abriga hoje por volta de 130 mil.
A origem da cidade é semelhante á demais regiões do Estado. A exploração da nativa. A evolução industrial que chegou no bojo do século 20 exigiu também a oferta dessa matéria prima. Nativa na Amazônia, ela atraiu levas de nordestinos. Uma corrente migratória estimulada por grande seca que assolou o Nordeste, entre 1877 e 1880. E por intensa propaganda oficial. Os rios serviam de estrada.
Após a fase da borracha, com seus altos e baixos, o telégrafo trouxe novo alento Aí, o desbravador Cândido Mariano da Silva Rondon desempenhou importante papel. Com heroísmo e determinação, estendeu uma linha entre Cuiabá e Porto Velho. Acabou o isolamento na região. Criou núcleos ao longo do trajeto.
Ji-Paraná relembra essa fase de trabalho árduo. Conserva com carinho a casa onde funcionou o primeiro telégrafo. E transformou-a em Museu das Comunicações, local de visitação obrigatória.

» A conquista da terra, a caminho do futuro

Em torno da casa de Rondon o povoado evoluiu. A partir de 1968, milhares de imigrantes vindos principalmente do Sul, liberados pelo uso da crescente mecanização na lavoura, chegaram á região. A terra farta os atraiu. O IBRA, atual INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, disciplinou a posse. Distribuiu lotes que não ultrapassam cem hectares cada um, medida considerada ideal pelos técnicos para a formação de pequenas propriedades. E a colonizadora responsável pela ocupação do solo ordenou o assentamento. Ji-Paraná conta com aproximadamente 130 mil habitantes vindos de todos os estados descendentes de antigos seringueiros, garimpeiros e índios.
A qualquer hora do dia pode-se encontrar pequenos grupos de silvícolas andando pela ruas. Porque as aldeias ficam bastante próximo da cidade. Aqui, vale apontar uma curiosidade: o município abrange uma área de quase 8 mil quilômetros quadrados. Desse total, mais de 30 por cento destinam –se à Reserva Biológica de Jaru. E um pouco menos que esse índice pertence á reserva indígena. Isso significa que mais da metade do município deve ser preservado. Em benefício da Natureza. Para a manutenção da família indígena. Além disso o Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis vigia para não se realizem desmatamento. O agricultor recebe orientação para plantar apenas em áreas desmatadas.

» A riqueza aparece

Apesar das dificuldades, a cidade cresce. Ela busca sua riqueza na exploração de madeiras nativas, como cerejeira, o mogno, o angelim, o ipê. Também na coleta de borracha e da castanha do pará.. A madeira farta facilita o surgimento da indústria moveleira para atender o mercado brasileiro. Na agricultura, predomina o plantio de arroz, feijão e milho. Em menor escala, café e cacau. Quando a produtividade do solo diminui, transformam-no em pastagens. Grandes fazendas criam de preferência o gado de corte. Aliás , o clima tropical, quente e úmido, com uma temperatura média anual em torno de 28 graus centígrados, favorece essa prática econômica. A riqueza manifesta-se ainda em um comércio bem desenvolvido. Em torno de 1.8 mil estabelecimento comerciais e industriais atendem praticamente a todas as necessidades dos habitantes da região. É comum encontrar pequenas empresas cujas placas a origem dos proprietários “Serralheria Paraná”, Elétrica Goiás”, Na área educacional os jovens encontram ensino para todos os níveis. Do primeiro ao terceiro graus. Merecem destaque as escolas rurais, de primeiro grau, por sinal , muito bem conservadas.



A Universidade Luterana do Brasil de Canoas, no Rio Grande do Sul, mantém um Campus na cidade. Em pavilhões modernos e arejados, ela desenvolve cursos de Ciências Contábeis, Pedagogia, Direito e Administração de Empresas, além de Administração e Planejamento para Docentes, em nível de pós-graduação. É o maior centro de ensino particular de Rondônia. Aos domingos, a prefeitura promove atividades esportivas e culturais, como o “Projeto Beira Rio”. Atletas improvisados disputam partidas de vôlei e futebol nas areias do rio Machado. Enquanto outros exibem sua aptidões artística em movimentados encontros de música, improviso, declamação. E no Centro Cultural e Esportivo Gerivaldo José de Souza escolas locais disputam animadas gincanas. Natureza, uma opção a mais de lazer. Nas águas limpas dos rios Machado e Urupá podem-se pescar, nadar, praticar esqui aquático ou remar. Penetrar na selva fechada, onde a flora e a fauna oferecem um espetáculo de rara beleza. Ou, ainda se divertir sem riscos na quadras e piscinas dos clubes, como o Vera Cruz.

Tudo isso é Ji-Paraná. Uma cidade marcada pelo pionerismo.

• Água e mata, uma combinação funcional ainda presente nas imediações da cidade.

• O clima tropical, quente e úmido, favorece a criação intensiva de gado.

• Nas praças, ruas e no casario simples, traços indeléveis de pionerismo.

• Fabricação de móveis utilitários constitui um das riquezas econômicas da região.

• Posto telegráfico Presidente Penna, atual Museu das Comunicações, Memória viva de Cândido Rondon e da conquista da terra.

• O Rio Machado divide a cidade: de um lado, a parte antiga, principal; do outro, centro comercial, mais recente.

• Campus da Universidade Luterana do Brasil. O maior centro de ensino particular de Rondônia.

• Ilha do coração conhecida com “O CORAÇÃO DE RONDÔNIA”.








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