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Segunda cidade do Estado de Rondônia, onde o Pioneirismo vence obstáculos da Natureza. E cresce. O termo origem na cultura indígena. Designa tanto a cidade, como do rio: volumoso caudal que forma com o afluente Urupá bela paisagem urbana.
Ji-Paraná quer dizer “rio-machado”.
Porque os índios encontravam no leito de corredeiras pedras pontiagudas, utilizadas com instrumentos de corte. Para a população local ele continua sendo o rio Machado. Talvez por se mais fácil a pronúncia. A cidade todavia fixou em Ji-Paraná, após ter se denominado sucessivamente Vila Urupá, Presidente Penna, Vila de Rondônia. Localiza-se na BR-364, na altura do quilômetro 365. Única rodovia federal, em Rondônia, que corta o Estado sentido sul-norte, ligando Mato Grosso à capital Porto Velho. Por ela chegam os bens de consumo industrializados do sul. E retornamos produtos da terra. Uma troca vantajosa para todos.
Na verdade, ela deu passagem ao desenvolvimento. Principalmente, depois que a cidade recebeu sua emancipação política, em 1977, das mão do então presidente Ernesto Geisel. De 4.285 habitantes em 1970 ela abriga hoje por volta de 130 mil.
A origem da cidade é semelhante á demais regiões do Estado. A exploração da nativa. A evolução industrial que chegou no bojo do século 20 exigiu também a oferta dessa matéria prima. Nativa na Amazônia, ela atraiu levas de nordestinos. Uma corrente migratória estimulada por grande seca que assolou o Nordeste, entre 1877 e 1880. E por intensa propaganda oficial. Os rios serviam de estrada.
Após a fase da borracha, com seus altos e baixos, o telégrafo trouxe novo alento Aí, o desbravador Cândido Mariano da Silva Rondon desempenhou importante papel. Com heroísmo e determinação, estendeu uma linha entre Cuiabá e Porto Velho. Acabou o isolamento na região. Criou núcleos ao longo do trajeto.
Ji-Paraná relembra essa fase de trabalho árduo. Conserva com carinho a casa onde funcionou o primeiro telégrafo. E transformou-a em Museu das Comunicações, local de visitação obrigatória.
» A conquista da terra, a caminho do futuro
Em torno da casa de Rondon o povoado evoluiu. A partir de 1968, milhares de imigrantes vindos principalmente do Sul, liberados pelo uso da crescente mecanização na lavoura, chegaram á região. A terra farta os atraiu. O IBRA, atual INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, disciplinou a posse. Distribuiu lotes que não ultrapassam cem hectares cada um, medida considerada ideal pelos técnicos para a formação de pequenas propriedades. E a colonizadora responsável pela ocupação do solo ordenou o assentamento. Ji-Paraná conta com aproximadamente 130 mil habitantes vindos de todos os estados descendentes de antigos seringueiros, garimpeiros e índios.
A qualquer hora do dia pode-se encontrar pequenos grupos de silvícolas andando pela ruas. Porque as aldeias ficam bastante próximo da cidade. Aqui, vale apontar uma curiosidade: o município abrange uma área de quase 8 mil quilômetros quadrados. Desse total, mais de 30 por cento destinam –se à Reserva Biológica de Jaru. E um pouco menos que esse índice pertence á reserva indígena. Isso significa que mais da metade do município deve ser preservado. Em benefício da Natureza. Para a manutenção da família indígena. Além disso o Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis vigia para não se realizem desmatamento. O agricultor recebe orientação para plantar apenas em áreas desmatadas.
» A riqueza aparece
Apesar das dificuldades, a cidade cresce. Ela busca sua riqueza na exploração de madeiras nativas, como cerejeira, o mogno, o angelim, o ipê. Também na coleta de borracha e da castanha do pará.. A madeira farta facilita o surgimento da indústria moveleira para atender o mercado brasileiro. Na agricultura, predomina o plantio de arroz, feijão e milho. Em menor escala, café e cacau. Quando a produtividade do solo diminui, transformam-no em pastagens. Grandes fazendas criam de preferência o gado de corte. Aliás , o clima tropical, quente e úmido, com uma temperatura média anual em torno de 28 graus centígrados, favorece essa prática econômica. A riqueza manifesta-se ainda em um comércio bem desenvolvido. Em torno de 1.8 mil estabelecimento comerciais e industriais atendem praticamente a todas as necessidades dos habitantes da região. É comum encontrar pequenas empresas cujas placas a origem dos proprietários “Serralheria Paraná”, Elétrica Goiás”, Na área educacional os jovens encontram ensino para todos os níveis. Do primeiro ao terceiro graus. Merecem destaque as escolas rurais, de primeiro grau, por sinal , muito bem conservadas.
A Universidade Luterana do Brasil de Canoas, no Rio Grande do Sul, mantém um Campus na cidade. Em pavilhões modernos e arejados, ela desenvolve cursos de Ciências Contábeis, Pedagogia, Direito e Administração de Empresas, além de Administração e Planejamento para Docentes, em nível de pós-graduação. É o maior centro de ensino particular de Rondônia. Aos domingos, a prefeitura promove atividades esportivas e culturais, como o “Projeto Beira Rio”. Atletas improvisados disputam partidas de vôlei e futebol nas areias do rio Machado. Enquanto outros exibem sua aptidões artística em movimentados encontros de música, improviso, declamação. E no Centro Cultural e Esportivo Gerivaldo José de Souza escolas locais disputam animadas gincanas. Natureza, uma opção a mais de lazer. Nas águas limpas dos rios Machado e Urupá podem-se pescar, nadar, praticar esqui aquático ou remar. Penetrar na selva fechada, onde a flora e a fauna oferecem um espetáculo de rara beleza. Ou, ainda se divertir sem riscos na quadras e piscinas dos clubes, como o Vera Cruz.
Tudo isso é Ji-Paraná. Uma cidade marcada pelo pionerismo.
• Água e mata, uma combinação funcional ainda presente nas imediações da cidade.
• O clima tropical, quente e úmido, favorece a criação intensiva de gado.
• Nas praças, ruas e no casario simples, traços indeléveis de pionerismo.
• Fabricação de móveis utilitários constitui um das riquezas econômicas da região.
• Posto telegráfico Presidente Penna, atual Museu das Comunicações, Memória viva de Cândido Rondon e da conquista da terra.
• O Rio Machado divide a cidade: de um lado, a parte antiga, principal; do outro, centro comercial, mais recente.
• Campus da Universidade Luterana do Brasil. O maior centro de ensino particular de Rondônia.
• Ilha do coração conhecida com “O CORAÇÃO DE RONDÔNIA”.
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