Créditos de Carbono
Para facilitar o entendimento podemos considerar créditos de carbono como um novo título a ser lançado no mercado capitalista mundial, uma nova "moeda" que tem como principal objetivo auxiliar na redução do aquecimento global.
O Protocolo de Kyoto - 1997
Segundo o acordo firmado pelos governos dos países membros da Organização das Nações Unidas - ONU, quando assinaram o Protocolo de Kyoto em 1997os países desenvolvidos e responsáveis por 80% da poluição mundial se comprometeram a reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) entre os anos de 2002 a 2012 em relação aos níveis de emissão da década de 1990.
O Protocolo de Kyoto e os Créditos de Carbono
Para alguns dos países desenvolvidos, reduzirem a emissão de gases do efeito estufa podem significar alterações profundas colocando em riscos suas economias. É justamente para evitar essa possibilidade causar efeitos na economia dos países desenvolvidos que foi criado pelo Protocolo de Kyoto um sistema chamado de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL, inserido neste os créditos de carbono.
Créditos de Carbono - como funciona
De acordo com regras estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto, países desenvolvidos com metas de redução das emissões de dióxido de carbono podem investir em projetos que diminuam as emissões em qualquer outro país e contabilizarem as emissões não realizadas em sua cota. Uma empresa que não tem licenças suficientes para cobrir suas emissões de gases do efeito estufa - GEE devem fazer reduções ou então comprar créditos de carbono excedentes de outras corporações.
Exemplo Prático - Aterro Bandeirantes
Aterro Bandeirantes em São Paulo, é considerado um dos maiores depósitos de lixo do mundo, recebendo cerca de 7 mil toneladas de lixo gerado pela cidade de São Paulo, isto é a metade do que a cidade produz. Neste local os gases produzidos, originários da decomposição de matéria orgânica eram queimados em drenos verticais e lançados na atmosfera. Para evitar a queima sem controle e o lançamento toneladas de poluentes para a atmosfera e contribuindo para a redução da emissão de gases do efeito estufa - GEE, foi desenvolvido o projeto de construção de uma Central Térmica a Gás do Aterro Sanitário municipal Bandeirantes.
O projeto
Consistiu na implantação de uma unidade de produção de energia limpa, a partir do aproveitamento adequado do gás metano gerado pelo lixo, a técnica consiste em converter o metano gerado pelo lixo, em gás carbônico - CO2, com a queima controlada do metano - CH4 e aproveitando para gerar energia. Embora haja emissão de CO2, o ganho é explicado de o metano ter um poder de poluição 21 vezes maior que o gás carbônico. Significando que a conversão de uma substância em outra gera créditos de carbono.
Os Créditos de Carbono - Entendendo
Essa redução de gases da Usina do Aterro Bandeirantes é convertido em Créditos de Carbono, onde cada crédito equivale a uma tonelada do gás, com valor de mercado atual entre 12 a 18 Euros, variando de acordo com a cotação internacional, passa a ser um certificado para venda similar ao mercado de ações.
Para que uma empresa tenha direito a vender créditos de carbono, precisa cumprir dois requisitos: contribuir para o desenvolvimento sustentável e adicionar alguma vantagem ao ambiente, seja pela absorção de dióxido de carbono (por exemplo, com o plantio de árvores), seja por evitar o lançamento de gases do efeito estufa na atmosfera - a quantidade de CO2 que ela retirar ou deixar de despejar na atmosfera é que pode ser convertida em créditos de carbono. Do total desses créditos disponíveis para venda no mercado, 15% vêm do Brasil.
Ciclo do Oxigênio e Carbono
O gás carbônico é um dos maiores causadores da poluição do ar que respiramos. Ele é resultado, principalmente, da queima de combustível, do carvão e das queimadas nas florestas.
As fábricas, os veículos automotores e as usinas de eletricidade que utilizam combustível são, portanto, os grandes poluidores da atmosfera. Além de gerar gás carbônico, toda combustão consome oxigênio, piorando o quadro
O homem, os animais e as plantas, quando respiram, também expelem gás carbônico.
No processo de fotossíntese, as plantas retiram o gás carbônico do ar e produzem oxigênio.
Apesar das plantas também precisarem de oxigênio para sua subsistência, essa utilização é bem menor do que sua capacidade de produção desse gás. Se não fosse assim, não haveria oxigênio suficiente para os demais seres no planeta.
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